Pedro Paulo Paulino

O poeta canindeense Pedro Paulo Paulino está entre os 70 vencedores do 2º Prêmio Afeigraf 2020, realizado pela Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica, em parceria com a Scortecci Editora, do estado de São Paulo. Até o dia 31 de julho deste ano, a Scortecci Editora, organizadora do prêmio, recebeu 1.802 inscrições de todo o Brasil. Fizeram parte da comissão Julgadora os escritores Celso de Alencar, João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti.

Os autores vencedores tiveram seus trabalhos publicados numa antologia impressa, com data de lançamento oficial prevista para dezembro de 2020. Cada autor vencedor é contemplado com cinco exemplares da obra e um diploma de Honra ao Mérito Literário. A antologia II Prêmio Literário Afeigraf 2020 será veiculada também na mídia, em blogs literários e entre as empresas sócias da associação promotora do evento. No próximo dia 26 de novembro de 2020, quinta-feira, das 19h30 às 21h00, acontecerá o lançamento virtual da antologia. Haverá recital com acesso pela plataforma ZOOM (ID 725 467 53 53). Na ocasião os autores premiados poderão declamar as suas poesias.

“Ganhar um prêmio literário de alcance nacional traz um alento para mim, visto que a cultura em nossa cidade é tão despretigiada. Já recebi os cinco exemplares da antologia do Prêmio Afeigraf, e também o certificado de mérito literário”, comemora o artista. Nesse certame, Pedro Paulo Paulino concorreu com um soneto intitulado Quixotismo. O mesmo trabalho foi vencedor, em 2019, do 28º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, também de âmbito nacional, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade de Leopoldina, em Minas Gerais. Além de cultivar a poesia erudita, Paulino é também cordelista premiado nacionalmente.

Reproduzimos o soneto premiado:

QUIXOTISMO

Quisera ser às vezes Dom Quixote,

De escudo e lança e rígida armadura,

Ir pelo mundo à cata de aventura,

Montado em Rocinante a todo trote;

 

Velar por minha amada em noite escura,

Fazer de alguma estrela o meu archote,

E ter da fantasia o extremo dote,

Como o da triste, singular figura.

 

Mas para ser Quixote verdadeiro,

Se por um lado tenho Rocinante,

Por outro lado falta-me escudeiro.

 

E ainda tendo-os, abandono a ideia

Por falta do não menos importante

Fundamental amor de Dulcineia”.