Troquei o Apple Watch 10 pelo Garmin Fenix 8 por um mês — e não pretendo voltar atrás

Ciência e tecnologia

Como editora especializada em fitness, passei os últimos anos totalmente imersa no ecossistema da Apple. O Apple Watch sempre esteve no meu pulso, e o iPhone, no bolso. Fechar os anéis de atividade se tornou uma obsessão, a ponto de eu conseguir ignorar até a curta duração da bateria, algo que incomoda muitos usuários quando comparado aos melhores relógios de corrida do mercado.

Mesmo tendo testado praticamente todos os modelos da Apple, eu ainda costumava recorrer a um Garmin quando ia correr. Parte dessa escolha vinha da duração da bateria, claro, mas também porque a experiência de usar um Garmin durante uma corrida sempre me pareceu mais satisfatória.

Com o lançamento do Garmin Fenix 8, resolvi fazer um teste definitivo: aposentei o Apple Watch 10 por um mês e passei a usar exclusivamente o Fenix 8. O resultado? Posso dizer com tranquilidade que não penso em voltar atrás.

Uma nova perspectiva: liberdade e dados mais completos

Um ponto positivo recente da Apple foi permitir que os usuários pausassem os anéis de atividade. No meu caso, isso ajudou bastante, já que eu havia se tornado quase dependente deles. Após o nascimento do meu filho, cheguei a abandonar o Apple Watch por seis meses, pois era estressante ver o quanto eu me movia pouco no dia a dia, enquanto enfrentava uma depressão pós-parto e cuidava de um recém-nascido.

Achei que sentiria falta dos lembretes para me levantar ou caminhar. Mas, para minha surpresa, isso não aconteceu. Sou naturalmente ativa, mesmo que não corra as distâncias de antes. Sempre dou um jeito de me movimentar, nem que seja uma caminhada tranquila à beira do rio, enquanto meu filho dorme no carrinho.

O Garmin Fenix 8 também oferece lembretes para se mover, mas o diferencial está nas informações mais profundas que ele traz. Um bom exemplo é a função Body Battery, que me forneceu dados muito mais úteis do que os anéis da Apple na hora de entender se eu estava realmente pronta para treinos mais intensos.

Body Battery: mais do que um simples número

A Body Battery da Garmin calcula um “nível de energia” com base em diferentes métricas — sono, estresse, atividades recentes — e apresenta um valor entre 0 e 100. Se você dormiu bem e se recuperou dos treinos, esse valor tende a subir até 100. Já se correu uma maratona e depois pegou um voo intercontinental, é provável que o número caia para 5.

Mesmo com um valor tão baixo, você ainda pode funcionar, claro, mas a exaustão será perceptível. Como qualquer mãe de criança pequena sabe, minhas noites ainda são interrompidas com frequência. Por isso, minhas manhãs geralmente começam com uma Body Battery entre 70 e 80. Essa informação tem sido essencial para eu decidir até onde posso ir nos treinos sem forçar demais.

Relatório matinal e acompanhamento do sono: um diferencial importante

Outro recurso que me conquistou foi o Morning Report do Garmin, que apresenta um resumo detalhado da qualidade do sono. A Apple até oferece dados semelhantes, mas eles estão enterrados no app de saúde, e eu, sinceramente, nunca tenho paciência de procurá-los.

Com o Garmin, recebo as informações assim que acordo, em um único painel: quanto dormi, a qualidade do sono, e sugestões de como será o meu dia com base nisso. Para quem vive uma rotina intensa, como eu, essa praticidade faz toda a diferença.

Conclusão: uma mudança que veio para ficar

Após esse mês com o Garmin Fenix 8, fica claro que ele se encaixa melhor na minha realidade atual. A bateria mais duradoura, os dados detalhados sobre sono, estresse e energia, além da experiência otimizada durante os treinos, me convenceram de que essa troca valeu a pena.

Não estou dizendo que o Apple Watch é ruim — longe disso. Ele é ótimo, especialmente para quem está mais focado em estilo e integração com o iPhone. Mas, quando o assunto é performance, saúde e condicionamento físico, o Garmin Fenix 8 mostrou ser muito mais alinhado com as minhas necessidades.